Skip to main content

Rios do Pantanal: Rio Paraguai

Por 8 de fevereiro de 2022Notícias, Rios do Pantanal

Não é possível falarmos sobre o Pantanal sem citar os rios que atravessam o bioma. O Pantanal depende da água para existir como é, e são os rios que trazem os grandes volumes de água que extravasam as margens e preenchem a paisagem, formando a maior planície alagável do mundo!

Esse é o primeiro post da série “Rios do Pantanal”, onde apresentaremos os principais rios que formam a planície pantaneira, seus afluentes e curiosidades. E se vamos começar falando de rios no Pantanal, nada mais justo do que estrear com o principal: Rio Paraguai

 

Ficha técnica

Onde nasce: município de Alto Paraguai – MT, na região da Chapada dos Parecis.

Extensão: 2.695 km no total (1.693 km dentro do território brasileiro)

Onde deságua: Rio Paraná (na divisa entre a Argentina e Paraguai)

Rios Afluentes: Taquari, Negro, Miranda, Cuiabá, Sepotuba, Cabaçal, Diamantino, Jaurú, São Lourenço, Paraguai Mirim, Pacú, Velho, Negrinho, Taquari, Abobral, Novo, Nabileque, Branco, Tereré, Aquidaban, Apa, pané, Monte Lindo, Jejuí, Manduvirá, Piribebuy, Pilcomayo, Tebicuari e Bermejo.

Encontro do Rio Paraguai com o Rio Paraná, no município argentino de Isla del Cerrito.

Características

O Rio Paraguai é considerado o principal rio do Pantanal, e é o maior responsável pelo pulso regime de inundação da planície pantaneira, ou seja, está diretamente ligado à abundância de vida que existe no bioma. Percorre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, além de passar também pela Bolívia, Paraguai e desaguar na Argentina. Ele atravessa os biomas Cerrado, Pantanal e também o Chaco, considerado parte do Pantanal aqui no Brasil.

Rio Paraguai na altura do Porto São Pedro, Corumbá – MS. Foto: Internet

É um rio navegável em sua grande parte, alguns trechos inclusive são utilizados para transporte de minério através de grandes embarcações.

Populações tradicionais ribeirinhas dependem do rio para tirar seu sustento, seja através da pesca de subsistência, da coleta de iscas ou do turismo de pesca.

Principalmente no Pantanal, o terreno é muito plano, por isso a velocidade do rio é baixa. O fluxo é tão lento e sinuoso que uma embarcação solta em Cáceres (MT) demoraria cerca de 6 meses para chegar até o Oceano Atlântico.

Ponte sobre o Rio Paraguai, no município de Corumbá – MS. Foto: Roseli Maia Dobre

Ameaças

Atualmente, o planalto da bacia hidrográfica do rio Paraguai possui intensa atividade agropecuária, a qual modifica a composição do solo e aumenta o desmatamento, que hoje já representa mais de 50% da perda da vegetação natural, impactando diretamente no volume de água do rio. Além disso, há um projeto que há décadas gera discussão na região: a implementação da hidrovia Paraguai-Paraná, que pode modificar as características do rio e as comunidades biológicas lá viventes.

Embarcações de grande porte precisarão que trechos do rio sejam dragados para navegação. Foto: Jean Fernandes – Ecoa

 

Texto por: Gustavo Figueiroa e Anahi Cerzósimo de Souza Escobar

Close Menu