Tucum: fruto pantaneiro pode ser aliado no combate de doenças

Por 10 de março de 2020janeiro 18th, 2021Notícias, Pantanal
Tucum

Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pesquisadores iniciam estudos pioneiros protagonizados por um fruto bastante comum no Pantanal: o Tucum! De acordo com as pesquisas, o alimento pode auxiliar no combate de doenças como o câncer, a diabetes e deficiências cardiovasculares.

O projeto vem sendo coordenado pela nutricionista e doutora em Ciências da Cirurgia, Elisvânia Freitas dos Santos, que conta com o apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Segundo ela, “comprovando a não toxicidade do Tucum, o próximo passo é analisar se os compostos deste fruto, introduzidos na alimentação, podem ser benéficos no combate ou até mesmo no tratamento de doenças graves como o câncer”.

SOBRE O TUCUM

Bastante presente na beira de rios pantaneiros, o Tucum é uma palmeira com caules múltiplos e folhas, ambos repletos de espinhos. A palavra Tucum (ou Ticum) deriva do idioma tupi e significa “agulha para costura”. A espécie recebe esse nome pois os índios brasileiros utilizavam seus espinhos para costurar.

Fruto do Tucum. (Foto: Divulgação)

No Brasil, temos mais de uma espécie de palmeira conhecida como Tucum. Uma delas é a Astrocaryum vulgare, que possui coloração mais alaranjada em seu exterior. A outra é a Bactris setosa, cujos frutos possuem casca escura. As cascas e polpas apresentam grande quantidade de compostos bioativos que podem auxiliar no combate de doenças.

A polpa da fruta é rica em óleo, comumente utilizado na fabricação de cosméticos e sabão. Possui quantidades significativas de vitamina A, algumas vitaminas do complexo B e vitamina C; potássio, cálcio, fibras e proteínas. As cascas ainda são aproveitadas para fazer a defumação de borracha. 

Mesmo obtendo propriedades bastante nutritivas, ainda não há registros de pesquisas sobre suas atividades farmacológicas. E, foi justamente isso que chamou a atenção dos estudiosos. 

TIME DE PESQUISADORES

A equipe que está desenvolvendo os estudos é composta pelos profissionais: Professor Dr. Rodrigo Juliano Oliveira do Centro de Estudos em Células-tronco, Terapia Celular e Genética Toxicológica (CeTroGen); a aluna de pós-graduação Luane Aparecida do Amaral, além de alunos de iniciação científica, graduandos, doutorandos e técnicos. Juntos, os pesquisadores buscam testar e comprovar a eficiência deste fruto típico pantaneiro no combate e/ou tratamento de doenças graves.

Equipe de pesquisadores da UFMS. (Foto: Divulgação)