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Espécies pantaneiras pouco conhecidas: cachorro-vinagre

Apesar de tratar-se de uma espécie nativa brasileira, o cachorro-vinagre (Speothos venaticus) é pouco conhecido no país e, por isso, considerado raro. É um canídeo de pequeno porte, com orelhas e patas curtas. Surpreendentemente, costuma ser encontrado próximo a ambientes aquáticos.

Cachorro-vinagre, animal típico pantaneiro. (Foto: Wikicommons)

O animal pertence à família Canidae e é considerado o menor e mais sociável canídeo silvestre do país! Medem cerca de 30 centímetros e pesam aproximadamente 6 quilos. Se encontrá-los na natureza, perceberá que convivem em bandos que vão de 2 até 12 indivíduos. 

A convivência em bando vai muito além da socialização. Como são animais carnívoros, precisam caçar para sobreviver. Dessa forma, a caçada em grupo torna-se uma estratégia vantajosa diante de seus pequenos tamanhos. Ao realizá-la em bandos, conseguem matar presas maiores, como capivaras, emas, veados e catetos, aplicando estratégias de caça cooperativa. Atacam as pernas de animais grandes até que caiam e conseguem persegui-las mesmo em águas profundas. Suas membranas entre os dados facilitam a locomoção aquática. 

Esses animais possuem um repertório vocal bem amplo, muitas vezes utilizado na comunicação entre os indivíduos do grupo. Para nossa surpresa, alguns cientistas sugerem que podem até mesmo imitar o som de suas presas para atraí-las!

Cachorro-vinagre é o canídeo mais sociável do Brasil. (Foto: Wikicommons)

Áreas de ocorrência

O animal ocorre desde o Panamá até o Sul do Brasil. Inicialmente, estava presente nos biomas Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal. Mas, estudos recentes registraram indivíduos vivendo na Caatinga, feito inédito no histórico de ocorrência da espécie.

Mapa com a distribuição do cachorro-vinagre. (Imagem: IUCN)

Status de conservação

De acordo com a Red List na IUCN, o cachorro-vinagre encontra-se “quase ameaçado” de extinção (NT). Mas, quando olhamos especificamente para o cenário brasileiro, o quadro se agrava um pouco. Segundo a lista nacional do ICMBio, o animal já está classificado como “vulnerável”. 

Antigamente, o mamífero estava distribuído por quase todo o país. No entanto, hoje possui populações bastante fragmentadas em Unidades de Conservação. Como trata-se de uma espécie rara, sua conservação deve ser ainda mais estimulada. Ações contra o desmatamento, queimadas e a caça ilegal podem ajudar na conservação do animal na natureza. Para mais informações sobre o canídeo, acesse o site do Onçafari

Nós atuamos fortemente na proteção do Pantanal e sua biodiversidade. Trabalhamos para salvar os cachorros-vinagres e todo o ecossistema que o engloba. Faça parte dessa luta conosco! 

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