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Tuiuiú: a ave símbolo do Pantanal

Tuiuiú (Jabiru mycteria), ave símbolo do Pantanal. A espécie está na categoria pouco preocupante da Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Andreas Trepte, www.photo-natur.net/Creative Commons

O tuiuiú é uma cegonha encontrada desde o sul do México até o norte da Argentina, mas 50% da população está no Brasil, principalmente na planície pantaneira. Com pernas longas, bico comprido, cabeça preta, corpo branco e uma faixa vermelha no pescoço, é uma ave que, definitivamente, marca presença.

Chega a 1,60 metros de altura e impressionantes 3 metros de envergadura. É a maior ave da maior planície inundável do mundo com a capacidade de voar. Não é a toa que o tuiuiú é considerado o símbolo do Pantanal. E é oficial, segundo a Lei 5950/1992.

O Tuiuiú se alimenta de peixes, moluscos, répteis, anfíbios, insetos e até pequenas aves e mamíferos – Foto: Francesco Veronesi/Creative Commons

Mas não se engane! Como é encontrado em diferentes partes do Brasil, acabou recebendo vários denominações: jaburu, jabiru, jaburru, tuim-de-papo-vermelho, tuiuguaçu, tuiú-quarteleiro, tuiupara, rei-dos-tuinins, cauauá… Todos esses nomes pertencem ao Jabiru mycteria.

Durante a temporada reprodutiva, os tuiuiús dançam em dueto, batendo seus longos bicos até formarem um casal, que ficará unido para o resto da vida. Macho e fêmea levam gravetos para uma árvore alta até que a estrutura seja grande o suficiente para suportar toda a família.

Os ninhos dos Tuiuiús são as maiores estruturas construídas por aves no Pantanal. Em média possuem 1,85 metros de diâmetro, mas podem chegar a até 3 metros – Foto: Gmmv1980/Creative Commons

A chegada dos filhotes coincide com a baixa das águas, momento em que muitos peixes ficam presos nas baías e corixos e há abundância de comida. Mãe e pai se revezam para cuidarem dos filhotes, eles trazem alimento, água e, quando o sol está muito forte, abrem as asas para fazer sombra nos pequenos.

Após 3 meses os filhotes saem dos ninhos e acompanham os pais nas primeiras semanas de vida. Porém, como um bom residente que conhece a própria casa, o tuiuiú se adaptou ao ciclo das águas do Pantanal. Assim que as poças começam a secar e a comida fica escassa, as aves migram para algum lugar onde possam pescar novamente. Mas o casal irá voltar para reforçar seus laços e usar o mesmo ninho no ano seguinte.

É comum ver grupos grandes de tuiuiús, outras cegonha, como o cabeça-seca e garças em Lagoas e poças na temporada de seca no Pantanal - Foto: Charles J Sharp/ Creative Commona
É comum ver grupos grandes de tuiuiús e outras aves pernaltas procurando alimento em baías (como os lagos são chamados pelos pantaneiros) na temporada de seca no Pantanal – Foto: Charles J Sharp/ Creative Commons

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