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SOS PANTANAL: 10 anos de luta pela preservação do Pantanal

Esse é um ano muito especial para nós da SOS Pantanal, pois comemoramos 10 anos de muita história e esforços para conservar esse bioma tão rico. 

CONHEÇA A NOSSA HISTÓRIA

Em 2008 aconteceram as primeiras movimentações na região do Pantanal, por meio de uma parceria multi institucional entre a Conservação Internacional, WWF-Brasil, Fundación Avina, Ecoa, Instituto SOS Pantanal, com apoio da Embrapa Pantanal e da SOS Mata Atlântica, para a realização de um mapeamento, com imagens de satélite, do desmatamento na região pantaneira, abrangendo toda a Bacia do Alto Paraguai (BAP).

O objetivo principal era dimensionar a ocupação da região e o estado de conservação dos ecossistemas. A partir dessa iniciativa, os envolvidos perceberam a necessidade da criação de uma organização na região, com foco na gestão do conhecimento para promoção do diálogo, de forma a somar com os esforços já presentes no Pantanal em busca da sustentabilidade.

Na sequência, aconteceu o trabalho para a constituição de um instituto, a partir de conversas com os principais atores da região (produtores rurais, ONGs, universidades, autoridades, empresários, entre outros). Houve também a participação do grupo HSBC Next Generation, constituído por 15 jovens executivos de diferentes nacionalidades, que fizeram uma consultoria internacional por meio de um treinamento, ao longo de uma semana no Pantanal, desenvolvendo as bases do que poderia ser o instituto. Os resultados apresentados pelos jovens foram determinantes para a construção dos Valores, Missão e do Plano de Negócio.

Depois de um trabalho de articulação e da constatação da boa aceitação de diversos setores, o Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal foi lançado, em 2009, como uma iniciativa inovadora para a região. O conselho criado era formado por representantes de ONGs, pesquisadores, produtores rurais, empresários locais e nacionais, com a missão de gerar informações e diálogo para conservação do Pantanal.

Agora, entenda melhor o histórico de cada um dos pilares que mantém a SOS Pantanal até os dias de hoje: 

2009

INÍCIO DO MAPEAMENTO DA BAP (Bacia do Alto Paraguai) 

A primeira grande ação da Organização foi a concretização do mapeamento de cobertura vegetal e uso do solo, iniciada em 2008, mas concretizada em 2009. Com o intuito de auxiliar na proteção e conservação das vegetações nativas pantaneiras, a SOS Pantanal,  que conta atualmente com a ajuda da ArcPlan, se responsabiliza pela coordenação do bioma Pantanal dentro do MapBiomas, que é uma ferramenta para monitoramento do desmatamento, com imagens de alta resolução.

Dessa forma, conseguem estudar com mais profundidade os focos de desmatamento, estatísticas de solo e vegetação, explorando posteriormente esses resultados para manter a integridade da mata nativa. 

2011 

PRIMEIRA EXPEDIÇÃO PANTANAL 

A Expedição Pantanal é um projeto que começou em 2011 e leva os profissionais a campo para mapear iniciativas que auxiliam na conservação da região, valorizando e reconhecendo essas práticas, com a finalidade de apresentá-las à sociedade e ao poder público. 

Na ocasião, a SOS Pantanal firmou uma incrível parceria com a Fundação Toyota do Brasil, que forneceu um veículo para que os integrantes da SOS pudessem ir a campo com mais agilidade, conforto e realizassem seus trabalhos de forma mais efetiva.

PRIMEIRA CAMPANHA DE TROCO SOLIDÁRIO 

Podemos dizer que 2011 foi um ano muito benéfico para a SOS em questão de parcerias. Pois, foi neste mesmo ano que a Organização se juntou à Rede de Supermercados Comper para a primeira campanha de Troco Solidário. 

Com o objetivo de captar recursos, as Instituições promovem, até hoje, a doação do troco obtido com as compras realizadas nas lojas da rede, durante alguns meses do ano. E, os resultados das campanhas tem sido muito positivos, já que além de arrecadar recursos, ainda oferecem a todos os moradores de Campo Grande a oportunidade de ajudar na conservação do Pantanal. 

2012 

CRIAÇÃO DA “PROSA PANTANEIRA”

Em 2012, a SOS Pantanal iniciou o projeto “Prosa Pantaneira”, que consistiam em programas de rádio enviados para algumas emissoras cadastradas. Mais tarde, o projeto tornou-se um podcast hospedado no site da Organização. O programa conta com diversos episódios que exploram diferentes temas referentes ao bioma, com linguagem acessível e que podem ser ouvidos a qualquer momento, em qualquer lugar. 

Para conhecê-lo, basta acessar o link

LEI DO PANTANAL 

A partir do mesmo ano, a SOS Pantanal fortificou ainda mais o conceito de advocacy, ou seja, de lutar por estratégias que mudem políticas públicas em nome da conservação pantaneira. 

Há um Projeto de Lei 9950/2018 (Lei do Pantanal) em debate, mas ainda precisa de alguns ajustes para se tornar uma legislação que promova a conservação e o desenvolvimento sustentável no bioma, de fato. E, é justamente pensando na qualidade do PL, que ela mobiliza a sociedade civil, exerce influência no poder Executivo, além de acompanhar o processo legislativo.

2014

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO 

A partir de 2014, a SOS começou a realizar alguns estudos estratégicos, e elaborou um planejamento estratégico e de comunicação, que refletiu na compreensão da importância da comunicação para  o meio da conservação. 

A partir de então, começaram a trabalhar com mais solidez a questão do diálogo, a missão de entregar informações de qualidade para que a sociedade conheça o bioma, entenda suas particularidades e complexidades, gerando maior proximidade e senso de necessidade da sua preservação.

Hoje, nós já contamos com 10.000 companheiros de batalha no Facebook e muitos outros que nos apoiam pelos mais diversos canais. 

FESTA DE 10 ANOS DA SOS PANTANAL 

Ontem (05/08), a SOS realizou um evento em São Paulo, reunindo importantes figuras do cenário de conservação ambiental do Brasil, para comemorar os 10 de história e lutas pela preservação do Pantanal. 

Por meio do diálogo, que é um dos principais métodos de trabalho da SOS, grandes nomes como Roberto Klabin, Neiva Guedes e até mesmo o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, expuseram suas experiências e opiniões sobre os esforços realizados no bioma. 

Evento de 10 anos da SOS Pantanal (Foto: Gustavo Figueirôa)

RICARDO SALLES (Ministro do Meio Ambiente) 

Apesar de haver algumas divergências com o atual governo, a SOS está sempre aberta ao diálogo, buscando unir as iniciativas de conservação com melhores práticas de políticas públicas. 

Em seu discurso, Ricardo Salles falou sobre boas experiências com o projeto dentro do Pantanal e reforçou a importância de iniciativas privadas, unidas ao governo, para garantir a conservação do bioma. Abordou também algumas necessidades pontuais, como a urgência em ter estratégias para evitar a contaminação das águas de Bonito, auxiliando na preservação da biodiversidade local. 

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente (Foto: Gustavo Figueirôa)

ÂNGELO RABELO (Instituto Homem Pantaneiro) 

Coronel reformado da Polícia Militar Ambiental, Ângelo Rabelo trouxe ao evento um conteúdo muito rico sobre a história do Pantanal. Contou de maneira breve, porém, detalhada, uma história escrita por homens, mulheres, tribos indígenas e algumas uniões que formaram o atual cidadão pantaneiro. Falou não só sobre a população, mas também abordou formações territoriais, mudanças geográficas e a evolução do bioma como um todo. 

Conhecer a história e desenvolvimento do Pantanal ao longo dos anos é indispensável para potencializar os esforços de conservação da região. 

Ângelo Rabelo, Diretor de Relações Institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (Foto: Gustavo Figueirôa)

ROBERTO KLABIN E LUCILA EGYDIO (Refúgio Ecológico Caiman) 

Figura importantíssima no cenário da conservação, Roberto Klabin contou com o auxílio de Lucila Egydio, que foi a primeira diretora-executiva da SOS, para contar a história de criação da Organização. Abordaram, principalmente, o início das Expedições pelo Pantanal, visto que o projeto elevou o nível da Instituição a outro patamar. 

Juntos, falaram sobre os métodos utilizados, dificuldades, resultados e desdobramentos da primeira Expedição realizada pela SOS. Abordaram a importância dos projetos para levar conhecimento sobre o Pantanal aos próprios cidadãos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que ali viviam, mas não tinham noção da riqueza que os cercavam. E ao final, reforçaram que assim como no começo, ainda há dificuldades enfrentadas pela Organização, principalmente na questão governamental, mas que a força de vontade e esperança na conservação ainda são maiores e continuarão vencendo qualquer obstáculo. 

Lucila Egydio e Roberto Klabin, importantes nomes no cenário da conservação ambiental (Foto: Gustavo Figueirôa)

NEIVA GUEDES (Instituto Arara Azul) 

Bióloga de formação e claramente apaixonada por araras-azuis, Neiva Guedes contou de forma bem dinâmica como começou o projeto que auxiliou e continua ajudando na preservação da espécie Arara Azul

Em seu discurso, deixou bem clara a importância do Pantanal para a sua história pessoal e profissional. Não apenas por abrigar seu principal objeto de estudo, mas por ter vivido as mais diversas situações no bioma, com o intuito de salvar as araras. Fica muito evidente a necessidade de luta pela conservação da região, como forma de salvar não apenas a espécie em questão, mas toda a rica biodiversidade que ali se abriga. 

Hoje, Neiva Guedes é um ícone no universo de conservação ambiental, por sua garra, envolvimento e ótimos resultados conquistados na luta contra a extinção das araras azuis e proteção do bioma. 

Neiva Guedes, idealizadora do Projeto Arara Azul (Foto: Gustavo Figueirôa)

FELIPE DIAS (SOS Pantanal) 

Felipe Dias, que é diretor-executivo da SOS Pantanal, abordou de forma muito breve a relação da Instituição com a Carta Caiman e Lei do Pantanal, que são importantes recursos de advocacy trabalhados pela SOS. 

Durante seu discurso, o público pôde ver alguns resultados notáveis dos esforços de advocacy. Por conta da Carta Caiman, por exemplo, foi possível rever os plantios de monoculturas na região, assegurar o modelo de conservação da Reserva de Biosfera, entre outras conquistas de grande importância.

Felipe Dias, diretor-executivo da SOS Pantanal (Foto: Gustavo Figueirôa)

ANDREA MOURA (Fundação Bradesco) 

Gerente do Departamento de Gestão Educacional da Fundação Bradesco, Andrea Moura apresentou um pouco sobre o trabalho magnífico que a Fundação realiza no Pantanal. A Organização investe em educação de qualidade, oferecendo uma escola com estrutura e serviços de altíssimo nível aos moradores da região. 

Apesar de batermos muito na tecla da conservação ambiental, é importante lembrar que sustentabilidade também inclui uma vertente social e econômica das ações. Nossa preocupação não é apenas com a proteção da fauna e flora nativas, mas com a preservação da cultura pantaneira e desenvolvimento sustentável da população que habita o Pantanal. Por conta disso, evidenciamos a importância desta parceria com a Fundação Bradesco e ficamos extremamente orgulhosos dos números apresentados e resultados obtidos com os projetos. 

Andrea Moura, Gerente do Departamento de Gestão Educacional da Fundação Bradesco (Foto: Gustavo Figueirôa).

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