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Microrregiões Pantaneiras: Miranda

Apesar de ser um bioma único, o Pantanal é formado por 11 microrregiões! Cada uma possui diferentes características naturais e pode abrigar distintas espécies de animais, que variam de acordo com as condições da região. E, para que você conheça todas, nós explicaremos uma a uma no decorrer das semanas!

PANTANAL DE MIRANDA

Conhecida como o paraíso do Pantanal, Miranda atrai milhares de turistas anualmente. Já no caminho de acesso à região, é possível perceber o motivo de tamanha atração: rebanhos de gado, revoadas de araras-azuis, vegetação típica do cerrado, milhares de jacarés, aves e tuiuiús reunidos em um cenário digno de filme de aventura.

Jacaré avistado em Miranda, no Pantanal. (Foto: Cynthia Doutel Ribas/Creative Commons)

CARACTERÍSTICAS NATURAIS 

O território de Miranda delimita-se da seguinte maneira: ao norte, o pantanal de Abobral; ao sul, as florestas chaquenhas do município de Porto Murtinho; a leste, o pantanal de Aquidauana; e a oeste, a Serra da Bodoquena e o pantanal de Nabileque.

Quanto à vegetação, é possível notar três principais tipos: savana, mata e campo. Aqui, aparecem em forte concentração o Carandá (Copernicia alba) e, especialmente, o Paratudo (Tabebuia caraiba), formando os famosos paratudais.

Exemplar de Tabebuia caraiba. (Foto: Creative Commons)

Sobre os tipos de solo, os mais presentes são: limo-argilosos e arenosos, com maior frequência do primeiro tipo. Por essa razão, várias espécies forrageiras que faltam em outras áreas do Pantanal, podem ser encontradas nesse território. Os campos limpos de Miranda apresentam boas espécies forrageiras, havendo também presença considerável de espécies menos palatáveis na pastagem.

RELAÇÃO ENTRE A FAUNA PANTANEIRA E O ECOTURISMO   

Por suas condições naturais favoráveis, Miranda apresenta uma rica biodiversidade de fauna, o que influencia consideravelmente no turismo da região. Um dos principais motivos para que haja milhares de turistas por ano na área, é a grande estrutura de ecoturismo e a facilidade para observação de vida selvagem. 

Muitos hotéis e pousadas funcionam em grandes fazendas, como o nosso parceiro Refúgio Ecológico Caiman, e oferecem uma infinidades de atividades ecológicas para que o hóspedes possam ter um contato mais íntimo com a natureza. Entre essas atividades, estão: cavalgadas, trilhas, safáris fotográficos e etc. 

Acomodação do Refúgio Ecológico Caiman. (Foto: Reprodução do site)

Cada estação do ano traz uma certa peculiaridade aos animais que podem ser observados. A época das cheias, por exemplo, vai de dezembro a março e é marcada pelas chuvas intensas, que alagam parte do Pantanal. Durante o período, as temperaturas são mais altas que o normal, tornando-se ideal para se observar as aves. Os mamíferos são mais raros, pois fogem das águas e se escondem nas partes mais altas, chamadas cordilheiras.

Observação de Tuiuiú (Jabiru mycteria), ave símbolo do Pantanal. (Foto: Andreas Trepte/Creative Commons)

Já entre julho e setembro, que é época de seca, a região é transformada em uma área de pastagens imensas. Por isso, o período é ideal para observar mais de perto os mamíferos. Sem contar que em agosto, pouco antes do início da primavera, as árvores começam a florescer, deixando os cenários ainda mais bonitos. 

Observação de onça-pintada (Panthera onca). (Foto: Creative Commons)

O período intermediário entre a cheia e seca, que vai de abril a maio, é marcado pela formação de lagoas e poças de água que abrigam algumas das mais de 260 espécies de peixes (dourados, pintados, pacus, piranhas, traíras), proporcionando o aparecimento de seus predadores, como aves e jacarés.

As famosas piranhas, muito presentes do Pantanal. (Foto: Creative Commons)

ESFORÇOS DE CONSERVAÇÃO DA FAUNA 

Por abrigar grande parte das espécies típicas pantaneiras, em Miranda concentram-se também os principais projetos de conservação do Pantanal. Entre eles, podemos destacar alguns trabalhos incríveis: 

Projeto Arara-Azul 

Fundado em 1990 e coordenado pela Dra. Neiva Guedes, o projeto monitora os ninhos de arara-azul grande para obter dados sobre a espécie. Como resultado deste lindo trabalho, podemos apontar a retirada desse animal da lista de espécies ameaçadas de extinção e promoção da recuperação dos números da espécie para todo o Pantanal, tornando a ave um símbolo da resistência pantaneira.

Araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) avistadas em Miranda, no Pantanal. (Foto: Creative Commons)

Projeto Onçafari

Pioneiro no Brasil, o Onçafari promove a conservação no Pantanal por meio de um safári fotográfico diferenciado, onde os animais não perdem suas características selvagens, mas deixam de enxergar os veículos como uma ameaça. A iniciativa de ecoturismo responsável proporciona fonte de renda para proprietários e habitantes da região, aliando práticas sustentáveis ao progresso social, desmistificando a onça-pintada e promovendo esforços para a sua conservação dentro das propriedades pantaneiras, situadas em Miranda. 

Observação das onças-pintadas (Panthera onca) no Refúgio Ecológico Caiman. (Foto: Onçafari)

Projeto Papagaio Verdadeiro

Coordenado pela zootecnista Gláucia Seixas, Mestre em Ecologia e Conservação, o projeto busca e divulga informações sobre o Papagaio Verdadeiro desde 1997. Também tem como objetivo criar registros desses pássaros e avaliar o impacto da ação humana na espécie, uma das mais visadas pelo tráfico ilegal de animais.

Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) livre na natureza. (Foto: Foto: Jairmoreirafotografia/ Wikimedia Commons)

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