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Expedição Pantanal | FASE 1: Campo Grande

A Expedição Pantanal 2019 foi um verdadeiro sucesso! Nossa equipe passou 25 dias visitando os principais projetos de conservação e pontos de ecoturismo da região,  com o intuito de aproximar laços e auxiliar na promoção do desenvolvimento sustentável do Pantanal. Ao todo, foram mais de 5.000 km percorridos por terra, mais de 600 km percorridos por rios, 11 municípios, 20 empreendimentos ecoturísticos e 11 projetos de conservação visitados!

A partir deste momento, começaremos a comunicar toda essa incrível experiência, dividindo-a em 10 fases. Cada fase retrata uma região e/ou foco diferente explorados durante a Expedição.

Para abrir com chave de ouro, iniciaremos pela capital do Mato Grosso do Sul: Campo Grande. A primeira parada já começou com visitas muito interessantes, recheadas de informações e aprendizados sobre conservação no bioma. 

A CIDADE DE CAMPO GRANDE 

Campo Grande é a capital do estado do Mato Grosso do Sul, localizado na região Centro-Oeste do Brasil. A cidade possui uma boa localização, fator que facilitou o desenvolvimento das primeiras estradas da região, transformando-a em um grande polo de desenvolvimento. É responsável por impulsionar toda a atividade econômica e social do Mato Grosso do Sul, considerada a cidade de maior expressão e influência cultural do estado.

Com quase 800 mil habitantes, é uma das capitais menos populosas do Brasil. No entanto, também consta entre os três maiores e melhores desenvolvidos centros urbanos de toda a região Centro-Oeste! E devido à alta qualidade de vida, Campo Grande ainda é a morada escolhida por muita gente vinda de outros estados brasileiros.

A equipe da Expedição Pantanal começando a aventura em Campo Grande.

A capital também possui ótima estrutura para o turismo, em especial o turismo histórico e de eventos. São várias opções de estadia e recursos para o lazer urbano e rural. As que querem explorar o Pantanal brasileiro, como nós, Campo Grande é o principal ponto de partida.

PROJETO ARARAS DA CIDADE 

Os habitantes de Campo Grande acordam ao som de pássaros e podem observá-los a qualquer momento do dia, sem dificuldades. Coexistem com araras, tucanos, sabiás e outras 400 espécies já registradas na cidade (número alto, levando em conta que sobrevivem em meio a um centro urbano, com poluição e bastante concreto). A alta incidência de aves, convivendo de maneira tão próximas com seres humanos, impulsionou a criação do Projeto Araras da Cidade, idealizado pelo Instituto Arara Azul

O principal objetivo do projeto é monitorar os ninhos de araras e outros psitacídeos locais, como tucanos, maritacas e papagaios. Então, não poderíamos deixar de acompanhá-los em um dia de monitoramento pela cidade. 

Entrevista com a Neiva Guedes, fundadora do Instituto Arara Azul.

Assim que nos reunimos em Campo Grande, fomos direto para a sede do Instituto Arara Azul. Lá, fomos recepcionados por seus colaboradores, que, muito solícitos, fizeram uma breve apresentação sobre o projeto, para que pudéssemos entender melhor a missão da iniciativa e seus principais planos de ação. Logo após a apresentação, já pudemos viver a experiência na prática, acompanhando os profissionais em campo e realizando o monitoramento dos ninhos juntos deles. 

Muitos ninhos ficam instalados em meio a grandes avenidas, nas árvores e/ou palmeiras mortas, já que as aves utilizam os troncos ocos para fazê-los. Então é possível perceber o contraste do centro urbano com o grande volume de animais selvagens, entre eles, arara-canindé (Ara ararauna), tucano (Ramphastidae), papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), etc. 

Expedição Pantanal 2019 na sede do Instituto Arara Azul, em Campo Grande.

PROJETO TATU CANASTRA 

Ainda em Campo Grande, nós conseguimos ter uma conversa com o Gabriel, que é colaborador do Projeto Tatu-Canastra.

Expedição Pantanal junto com o Gabriel, do Projeto Tatu Canastra.

A iniciativa trabalha com pesquisas para conservação da maior espécie de tatu existente: o tatu-canastra (Priodontes maximus). O animal pode chegar a medir 1,5m e pesar 50kg! Infelizmente, o conhecimento sobre o gigante brasileiro é pouco disseminado no país e o animal encontra-se sob risco de extinção. Os trabalhos de pesquisas realizados por eles têm ajudado na produção de conhecimento científico e divulgação das principais informações, como hábitos reprodutivos, comportamentais e de alimentação. Após o levantamento dessas informações, o projeto consegue desenvolver melhores planos de ação com o intuito de proteger a espécie. 

Gravação da Expedição Pantanal 2019 com o Projeto Tatu Canastra

Um dos nossos focos dentro do Pantanal é a conservação da biodiversidade, então ficamos extremamente gratos por poder trabalhar ao lado de um projeto atuante na proteção da vida selvagem e com tamanha efetividade no caso específico do tatu-canastra. 

 

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