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Conheça os rostos por trás do SOS Pantanal

Que a nossa organização luta pela conservação e desenvolvimento sustentável do Pantanal, você já sabe. Mas, quem são os rostos por trás do Instituto SOS Pantanal? Você sabe quem foram os fundadores e quem continua mantendo esse sonho de pé após quase 11 anos de criação? Chegou a hora de conhecer nossas forças individuais.  

A organização funciona como uma empresa, com presidente, diretores, setor administrativo, conselheiros e equipe de comunicação. Cada um contribui com seus conhecimentos em áreas específicas, a fim de manter o bom funcionamento da instituição. Cada projeto é estrategicamente planejado, debatido e executado de acordo com sua finalidade e ramo de atuação: econômico, social ou ambiental. 

OS PIONEIROS

Um dos idealizadores e primeiro presidente do SOS Pantanal foi Roberto Klabin, empresário e conservacionista. Klabin começou pelo SOS Mata Atlântica – projeto de conservação de grande sucesso. Ao perceber a necessidade de conservação do Pantanal e o grande potencial sustentável da região, juntou-se a outros conservacionistas e interessados no tema para colocar em prática as primeiras iniciativas do SOS Pantanal.

Roberto Klabin, um dos fundadores do SOS Pantanal. (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

Alguns nomes importantes para a história do SOS são: Alessandro Meneses, primeiro Diretor Executivo da organização e Mario Mantovani, que também foi um ator importante na criação do SOS Pantanal.

Para saber sobre a história da instituição, acesse nosso post comemorativo de 10 anos do SOS Pantanal!

ATUAIS COLABORADORES 

Alexandre Bossi – Presidente

Responsável por aprovar, comandar e avaliar as ações realizadas pelo SOS Pantanal.

O começo de sua relação com o Pantanal 

Começou quando eu era ainda criança. Meu pai trazia eu e meu irmão para pescar aqui em Corumbá, depois em Miranda. As vindas para o Pantanal acabaram marcando bastante a minha infância. 

O interesse pela conservação do bioma

Perceber a destruição chegando me tocou. Ver alguns lugares que íamos e eram bastante conservados no começo, mas deixaram de ser, acabou nos impactando. Nós vivemos esse processo aqui desde criança. 

Como chegou ao SOS Pantanal? Há quanto tempo participa das iniciativas?

Em meados de 2010, decidi comprar uma fazenda na região, o que me possibilitou vir mais vezes e viajar por todo o Pantanal em busca do lugar ideal. Após a compra da fazenda, vinha com bastante frequência e acabei conhecendo o Roberto Klabin, dono da Fazenda Caiman e um dos fundadores do SOS Pantanal.   

Me interessei pelo projeto e entrei para o conselho da organização em meados de 2016. Desde então participei de todas as iniciativas e mantive grande envolvimento com as ações do SOS. 

Os principais desafios de presidir a instituição

O Pantanal é um bioma bastante conservado, com aproximadamente 85% de sua cobertura vegetal original. Isso se dá porque a atividade econômica mais importante é a pecuária, e, da forma que ela acontece aqui desde a antiguidade, utiliza campos selvagens ou muito pouco transformados pelo homem. Diferente de outros biomas, onde as atividades econômicas normalmente destroem os recursos naturais, aqui os pantaneiros desenvolveram uma relação de troca muito interessante com a natureza. O homem pantaneiro antigo acabou aprendendo a conservar. Ele não caça a maioria dos animais selvagens, por exemplo, apenas o porco monteiro – que é tradicional. Por conta disso, a fauna também ficou bastante preservada. 

Mas nós temos muitos desafios novos. Os compradores de terras pantaneiras mais recentes são forasteiros, ou seja, pessoas de fora do estado que não têm essa visão conservacionista. Eles chegam pensando apenas em produtividade e acabam destruindo a mata nativa. No longo prazo, essa prática torna-se bastante prejudicial, pois a terra é arenosa. Mas com foco apenas no curto prazo, eles acabam destruindo mesmo assim. 

Uma segunda ameaça à conservação é a população do planalto: produtores que cultivam eucalipto, soja, milho e etc, nas bordas do Pantanal. Dos rios que alimentam a região, nenhum deles nasce no bioma em si, todas as nascentes ficam no planalto. Por conta disso, as águas chegam à planície poluídas e contaminadas pelos moradores das regiões mais altas. 

Atribuições do SOS Pantanal 

No geral, o SOS Pantanal deve mostrar ao povo brasileiro o que é o Pantanal. Divulgar essa joia, esse tesouro natural que nós temos e pouquíssimos brasileiros conhecem. Acreditamos que as pessoas ficam menos suscetíveis a conservar e salvar o bioma quando não o conhecem. Então, a primeira função do SOS é fazer uma comunicação e uma publicidade do bioma. A segunda é realizar um advocacy em Brasília, junto de deputados, senadores e poder executivo, assim como nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com os governantes, no intuito de aprovar leis que conservem a natureza pantaneira. 

Como presidente, minhas atribuições são muito mais consultivas e institucionais do que executivas.

Felipe Dias – Diretor-Executivo 

Responsável por coordenar e fazer a gestão administrativa das ações, eventos, projetos e campanhas do Instituto SOS Pantanal.

O começo de sua relação com o Pantanal 

Tinha 8 anos quando fui ao Pantanal pela primeira vez, tenho muitas lembranças, destaco o trabalho feito por pantaneiros marcando os bovinos, foi muito interessante a lida com o animal, e alegria com o trabalho realizado. Já profissionalmente a relação iniciou na década de 1990, trabalhando com a Bacia do Rio Miranda e desde então em vários projetos. Destaco o período de consultor da OEA no Projeto GEF Pantanal (2003/2004) e mais recentemente no SOS Pantanal.

O interesse especial pelo bioma

O interesse pela conservação do bioma vai além da biodiversidade, o Pantanal como todos sabem é deslumbrante e o que me causa mais interesse está ligado ao que conheci quando ainda criança, que é a relação do homem com a natureza. É no Pantanal que consigo entender que é possível conservar e produzir, é no Pantanal que consigo entender que a natureza protege o homem pantaneiro e ao mesmo tempo é protegida por ele.

Sobre sua formação profissional

Formei Engenheiro Agrônomo em 1984 e por 12 anos estive a frente de grandes produções como responsável técnico. Neste período já me preocupava em produzir e proteger o ambiente por entender que a produção é altamente dependente da qualidade ambiental. Produzir mais com menos, e assim alcançar grande produtividade e consequente aumento da renda e qualidade social. Em 1996 voltei a academia, quando passei a trabalhar com a conservação, fiz mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo – USP em Geografia Física em Ecologia de Paisagem.

Como chegou ao SOS Pantanal? Há quanto tempo faz parte da iniciativa?

Estou ligado ao SOS Pantanal desde sua fundação, ou melhor, um pouco antes. Fui convidado pelo primeiro Diretor-Executivo Alessandro Meneses para participar de reuniões que discutiam sobre metodologia do mapeamento da cobertura vegetal e uso da terra da Bacia do Alto Paraguai. Este monitoramento foi lançado no dia da fundação do Instituto SOS Pantanal, em junho de 2009. Participei de diversas reuniões de conselhos a convite e em diversos eventos ligados à instituição. Estou como diretor-executivo desde janeiro de 2015.

Atribuições como diretor-executivo

Destaco o trabalho de articulação junto a instituições privadas e públicas e assim contribuir para o estabelecimento de políticas e ações que contribuam para o desenvolvimento e proteção do Pantanal em consonância com a capacidade de suporte da região.

Desejos para o futuro da organização  

O Instituto SOS Pantanal já é uma instituição reconhecida e respeitada, e até por isto, é contestada por alguns pela sua efetiva atuação em proteger o Pantanal. O reconhecimento se dá pelo diálogo que estabelecemos a partir do conhecimento. Contudo, espero que o Instituto SOS Pantanal, hoje referência, se torne cada vez mais a instituição que contribuiu significativamente para o desenvolvimento e proteção do Pantanal.

Leonardo Gomes – Diretor de Relações Institucionais

Responsável por manter o relacionamento com instituições parceiras e redes de apoio à conservação do Pantanal, além das relações de advocacy.

O começo de sua relação com o Pantanal

Antes de vir trabalhar aqui, eu não conhecia o Pantanal. Já conhecia o trabalho realizado pelo SOS Pantanal e Onçafari, mas não havia visitado o bioma. Minha primeira viagem foi em maio de 2019, e, em outubro do mesmo ano, tive a oportunidade de acompanhar a Expedição Pantanal. Essa experiência me proporcionou uma verdadeira imersão nas microrregiões pantaneiras, foi quando pude vivenciar toda a sua grandiosidade: as espécies de fauna e flora, cultura local, o potencial do ecoturismo, culinária, etc. 

O interesse pela conservação do bioma

Primeiro, o interesse surgiu por tratar-se do bioma mais conservado do Brasil proporcionalmente. Outro ponto é que cerca de 90% do território é composto por terras privadas! Essa questão já me desperta atenção há muito tempo: como a sociedade civil, seja o meio produtivo ou apenas residente, pode desenvolver estratégias de conservação aliadas à produção? O modo de vida, a produção e geração de renda sempre foram temas de interesse para mim.

Sobre o Pantanal especificamente, me chama atenção o fato de que mesmo com a baixa concentração de Unidades de Conservação, o bioma mantém-se bastante conservado. Isso ocorre, em parte, porque é uma área naturalmente restritiva à certas atividades – por conta do fluxo das águas. O cenário dificulta a implementação de algumas atividades como agricultura, construção de infraestrutura e etc, beneficiando a preservação da natureza. Por conta disso, os nativos e moradores da região precisaram adaptar seus modos de vida, conciliando a pecuária, o ecoturismo, a apicultura e outras atividades econômicas ao ciclo natural do Pantanal, que é bastante singular e tem apresentado variações ao longo dos anos. Felizmente, a conservação estava alinhada à essa adaptação. 

O último ponto é que o Pantanal proporciona uma experiência única aos visitantes, é o lugar do Brasil onde você consegue observar melhor a exuberância da fauna. A região possui uma das maiores concentrações da América Latina e qualquer um pode notar que o bioma foi minimamente transformado pelo homem. A conexão com a natureza é genuína. 

Essa característica me fez perceber o potencial de ecoturismo da região. Existem locais muito pouco explorados e nós acreditamos que é possível aproveitar toda essa exuberância de forma equilibrada e sustentável. Além da experiência aos turistas, o ecoturismo também proporciona geração de renda aos moradores e alimenta a economia local. 

Como começou no SOS Pantanal? Há quanto tempo? 

Eu comecei a trabalhar no SOS Pantanal em março de 2019. Há muitos anos queria migrar profissionalmente para a área ambiental e me aproximei da instituição por uma rede de contatos. 

Já havia estudado um pouco sobre o assunto, participado de grupos de pesquisa e produzido algum conteúdo sobre ecoturismo em Unidades de Conservação e RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural). Tudo isso quando ainda estudava na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após alguns anos de experiência em outras áreas, mas almejando voltar ao ramo ambiental, encontrei no SOS Pantanal o tom, as ideias, pessoas e estilo de trabalho que eu compactuo. Ideia, essa, que reforça a necessidade de focar na conservação aliada à produção econômica e ao uso privado da terra. Acredito que cada região possui uma “vocação” e se você respeitá-la, terá resultados mais relevantes a longo prazo. 

Desejos para o futuro da organização 

Para o futuro, espero que possamos atingir o máximo do potencial que o SOS Pantanal tem em suas principais frentes. A primeira é o debate, desenvolvimento e monitoramento de políticas públicas. Já fazemos isso, mas gostaria que fôssemos ainda mais atuantes, promovendo debates entre a sociedade civil, produtores, conservacionistas e empreendedores de ecoturismo; além de fortalecer nossa presença nos debates em Brasília acerca do Pantanal. 

Continuar evoluindo as ferramentas que nós criamos, como a Carta Caiman, o monitoramento do uso do solo e os debates sobre a Lei do Pantanal. Dessa forma, conseguimos trabalhar bem as políticas públicas, conservação e produção econômica. 

Também espero desenvolver a outra frente, que é a promoção do Pantanal. Seja para pessoas físicas, estimulando a visitação, seja apoiando as atividades sustentáveis realizadas no Pantanal. Nós temos investido muito na questão do ecoturismo. Criar uma rede mais sólida de ecoturismo e dos projetos de conservação atuantes na área. Queremos construir e fortalecer essa rede, a fim de desenvolver um bioma ainda mais sustentável.

Jeferson Almeida – Setor administrativo

Responsável pelas atividades administrativas, financeiras, orçamentárias, fiscais e contábil.

O começo da relação com o Pantanal

Começou em 1o de agosto de 2013, momento no qual fui contratado por essa nobre instituição, pela qual tenho muito apreço, carinho e respeito. Até então, não conhecia a biodiversidade pantaneira.

O interesse pela conservação do bioma

Por minha família, amigos, pelo próximo e pelo o futuro de todos. Nossas ações trazem consequências, assim, eu e todos precisamos cuidar da nossa casa para que a mesma seja acolhedora, não somente hoje, mas pensando no futuro das próximas gerações.

Como chegou ao SOS Pantanal? Há quanto tempo faz parte da iniciativa?

Participei de um processo seletivo em Julho de 2013, fui aprovado, e durante o mês de Agosto do mesmo ano, fui treinado por toda a equipe da SOS Mata Atlântica, para que hoje pudesse estar desempenhando com êxito em todas as minhas atividades. Em 1o de agosto deste ano, completo 7 anos de casa.

Desejos para o futuro da instituição

O meu sonho é que um dia o Instituto SOS Pantanal se torne igual ou maior que a Fundação SOS Mata Atlântica, com muitas pessoas, tanto na parte técnica, como administrativa. Amo esta casa. Hoje sou mestre em meio ambiente, agradeço ao SOS Pantanal, pelo qual tenho muito respeito e gratidão, e sei que um dia chegaremos lá.

GreenBond Conservation – Comunicação 

A empresa de impacto focada na conservação da biodiversidade, fica responsável por boa parte das ações de comunicação desenvolvidas pelo SOS Pantanal. 

Com uma equipe formada por um biólogo especialista em Pantanal, um veterinário e publicitários, a empresa produz conteúdos autorais com teor técnico e científico, além de planejar e executar ações de marketing – como a última Expedição Pantanal. 

Equipe da GreenBond e do SOS Pantanal na Expedição Pantanal 2019.

Ao apresentar cada um de nossos colaboradores, abrimos nossas portas e agimos com transparência. Demonstramos que somos uma organização formada por seres humanos. É uma união de sonhos, de força, de inteligência e de habilidades distintas. Somos guerreiros a frente de um desejo que vai muito além do sucesso da instituição, é um sonho motivado pela conservação do Pantanal. O desenvolvimento sustentável do bioma é o nosso sucesso!

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